Segundo a denúncia, o crime teria ocorrido durante a cobrança de uma dívida de R$ 800, referente a um empréstimo feito em outubro de 2025 com o suspeito e um comparsa.
A vítima relatou que foi ameaçada, coagida, roubada, estuprada e agredida.
A mulher que denunciou o policial militar Lucas de Sousa Mathias por estupro, extorsão e ameaça teve uma crise de choro ao reconhecê-lo na 82ª DP (Maricá).
"Ela tremia quando fizemos o reconhecimento, mesmo mostrando que a sala de reconhecimento não dava para a pessoa presa vê-la, que só quem está reconhecendo é capaz de ver através do vidro", disse o delegado.
O policial, que também é suspeito de envolvimento com agiotagem, foi preso dentro do batalhão quando estava trabalhando, nesta quarta-feira (4).
De acordo com o delegado Cláudio Vieira, titular da delegacia que conduziu a investigação, a vítima estava em pânico. Mesmo assim, ela o reconheceu como sendo autor dos crimes.
Quando ela viu ele, começou a chorar, tremer, teve uma crise. E, depois de ver ele, se escondeu, para entender a gravidade do que essa vítima sofreu", acrescentou.
Na denúncia, ela diz ter sido ameaçada, coagida, roubada, estuprada e agredida com um corte nas costas por conta de uma dívida. Segundo a polícia, o policial foi identificado após usar o celular da esposa para a ameçar a vítima.
PM preso dentro de batalhão por extorsão e estupro em Maricá usou celular da esposa para ameaçar vítima, diz polícia
Segundo a Polícia Civil, ele foi até a vítima para cobrar uma dívida inicial de R$ 800, referente a um empréstimo feito em outubro de 2025 com ele e um comparsa.
O policial militar Lucas de Sousa Mathias foi preso na manhã desta quarta-feira (4) dentro do 22º BPM (Maré), suspeito de extorsão, estupro e envolvimento com agiotagem, usou o celular da própria esposa para cobrar a vítima.
De acordo com as investigações, o PM foi até a casa da mulher para cobrar uma dívida inicial de R$ 800, referente a um empréstimo feito em outubro de 2025 com ele e um comparsa.
De acordo com o delegado Cláudio Vieira, titular da 82ª DP (Maricá), o valor cobrado em janeir deste ano já havia saltado para cerca de R$ 7 mil, em razão de juros abusivos.
“Ele ligou do telefone da própria mulher. Aí, foi o grande vacilo dele. Ligou e a gente comprovou que era ele, e identificamos que ele era policial militar, aonde ele era lotado”.
Segundo a polícia, depois de ter cometido os crimes de extorsão, ele ainda estuprou a vítima e roubou itens da residência dela.
Ao ser questionado sobre os episódios de extorsão, Lucas tentou atribuir as cobranças ao comparsa Davyd Novato Santana, também investigado por agiotagem. No entanto, o policial acabou confessando outros crimes graves.
“Ele admitiu que ele acompanhava o Davyd para fazer as cobranças, que não fazia nada, só acompanhava, mas foi ele que estuprou a menina e ainda fez uns cortes nas costas dela”, disse o delegado.
Na residência de Davyd, a polícia apreendeu armas, duas televisões pertencentes ao pai da vítima, que também teria sido ameaçado, além de um caderno com anotações relacionadas à prática de agiotagem. A Polícia Civil apura se a dupla fez outras vítimas na região.
Em nota, a assessoria da PM informou, por meio da Corregedoria Geral da corporação, que o militar está preso na Unidade Prisional da Polícia Militar do RJ e será instaurado um procedimento administrativo disciplinar para as medidas cabíveis.
"O Comando da Corporação reitera que não compactua com quaisquer desvios de conduta ou com o cometimento de crimes praticados por seus integrantes, punindo com rigor os envolvidos sempre que os fatos forem devidamente constatados", diz a nota.