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Flamengo dá o troco no Palmeiras e vence duelo por tetra da Copa Libertadores
Derrotado pelo alviverde em 2021, rubro-negro se torna primeiro brasileiro com quatro títulos do torneio continental Vice-campeão reclama muito da arbitragem, apontando que Pulgar deveria ter sido expulso por agressão na etapa inicial
Por CIDADE FM 91,1 Mhz - GRAJAÚ MA
Publicado em 29/11/2025 20:30
NOTÍCIA
São Paulo

Palmeiras e Flamengo viveram nos últimos meses o que alguns de seus dirigentes chamaram de "guerra", com disputas que tiveram ataques entre presidentes, hostilidade entre jornalistas torcedores e embates até sobre procedimentos de controle antidoping. No duelo que mais importava, a final da Copa Libertadores, deu Flamengo: 1 a 0.

Na batalha pela glória continental, uma decisão de jogo único no estádio Monumental de Lima, no Peru, o rubro-negro levou a melhor. Derrotado pelo alviverde na decisão de 2021 –com uma falha do hoje adversário Andreas Pereira e um gol de Deyverson na prorrogação, em Montevidéu–, desta vez o time carioca triunfou com um gol do experiente Danilo, 34, de cabeça.

Jogadores do Flamengo vestindo uniforme vermelho e preto comemoram com expressão de alegria e braços abertos no campo. Jogadores do Palmeiras, com uniforme verde, observam a cena com semblante sério. O jogo ocorre em estádio com torcida ao fundo.
Danilo celebra o gol que definiu a Libertadores de 2025 - Luis Acosta/AFP

Houve muita reclamação por parte dos derrotados em relação à arbitragem do argentino Darío Herrera, da Argentina. Ele aplicou apenas cartão amarelo no volante Erick Pulgar quando ele deu um chute na canela de Bruno Fuchs, com o lance parado, aos 30 minutos do primeiro tempo. O árbitro de vídeo, o também Héctor Alberto Paletta, não recomendou a expulsão.

 

Pulgar continuou em campo, e os comandados de Filipe Luís chegaram ao gol da vitória na etapa final. Mais presentes no campo de ataque, alcançaram a rede aos 22, em cobrança de escanteio de Arrascaeta. Danilo, flamenguista de infância que decidiu encerrar a carreira no clube do coração, marcou.

Campeão da competição com a camisa do Santos em 2011, o mineiro de Bicas foi o responsável por fazer do Flamengo o primeiro brasileiro tetra do principal torneio sul-americano. A agremiação da Gávea deixou para trás o próprio Santos, o São Paulo, o Grêmio e o adversário deste fim de semana, o Palmeiras.

 

Foi o ponto máximo de uma rivalidade que se desenhou de maneira mais firme a partir da segunda metade da década passada. De lá para cá, o alviverde e o rubro-negro se estabeleceram como os clubes mais vitoriosos da América do Sul e travaram batalhas por conquistas nacionais e continentais.

Neste ano, a disputa pendeu para o lado vermelho e preto. O Flamengo foi mais consistente na briga pelo título do Campeonato Brasileiro –a duas rodadas do final, tem cinco pontos de vantagem sobre o Palmeiras e a conquista praticamente assegurada. E, em Lima, viu funcionarem as escolhas do técnico Filipe Luís no duelo com Abel Ferreira.

O primeiro tempo foi de tensão e reclamações. Era o Flamengo quem tinha o controle da posse de bola, sempre em torno de 70%, e chegava sobretudo em jogadas pela direita. Como o zagueiro Murilo acompanhava o ponta Carrascal, abria-se o corredor para as subidas do lateral Varela.

Aos 12 minutos, Raphael Veiga cometeu falta bastante dura em Arrascaeta, atingindo-o na parte de cima da canela. Escapou com um cartão amarelo. E o time carioca continuou no ataque, levando perigo em finalizações de Bruno Henrique e Samuel Lino.

O Palmeiras só teve uma jogada mais incisiva, um cruzamento de Khellven com cabeceio ruim de Vitor Roque. E teve muitos motivos para reclamar quando Erick Pulgar deixou as marcas das travas de sua chuteira na perna direita de Bruno Fuchs, acima da linha da caneleira, aos 30.

 

Se havia margem para interpretação na entrada de Veiga, na qual cabia o amarelo, não parecia ser o caso na botinada de Pulgar, ainda mais se levado em conta que a bola não estava em jogo. A partida fora parada por uma falta de Fuchs em Arrascaeta.

As queixas foram incisivas no intervalo. Mas o chileno permaneceu no gramado, e o Flamengo voltou a se estabelecer no ataque na etapa final. Aos 22 minutos, Danilo –que só foi escalado como titular porque o dono da posição Léo Ortiz, está machucado– tornou-se o primeiro jogador rubro-negro além de Zico e Gabigol a marcar em uma final de Libertadores.

Ele ainda teria mais um momento importantíssimo já aos 44 minutos do segundo tempo, quando o Palmeiras tinha uma porção de atacantes e pressionava pelo empate. Vitor Roque teve enorme chance, em sobra na entrada da pequena área. E Danilo apareceu com desvio salvador.

O resultado consolida Filipe Luís, 40, como um grande treinador, com quatro títulos garantidos e mais um encaminhado em pouco mais de um ano de carreira. Ele já havia ganhado a Libertadores pelo Flamengo em 2019 e 2022 como jogador, assim como Arrascaeta e Bruno Henrique, que continuaram no elenco e agora somam 16 títulos –quase 17– em vermelho e preto.

O meia uruguaio e o atacante mineiro chegaram ao clube em 2019, ano em que se iniciou uma série histórica de conquistas. De lá pra cá, além de três Libertadores, o rubro-negro levou cinco vezes o Campeonato Carioca, duas vezes o Campeonato Brasileiro, duas vezes a Copa do Brasil, três vezes a Supercopa do Brasil e uma vez a Recopa Sul-Americana.

 

Bem estabelecida como a mais rica do futebol brasileiro –teve receitas de R$ 1,33 bilhão em 2024–, a agremiação carioca levou mais um bom prêmio pela conquista continental de 2025. Em sua campanha rumo ao título no Monumental de Lima, acumulou US$ 33,24 milhões (R$ 177,3 milhões).

 

 
 
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