São Luís apareceu na 17ª posição entre as capitais brasileiras no ranking de qualidade de vida divulgado pelo Índice de Progresso Social (IPS Brasil) 2026. O levantamento avaliou indicadores sociais e ambientais em todo o país e colocou a capital maranhense no grupo intermediário da lista nacional, distante das cidades com melhores desempenhos no país.
Segundo os dados do IPS Brasil, São Luís alcançou 65,64 pontos no índice geral. O estudo considera critérios relacionados à qualidade de vida da população, como acesso à saúde, segurança, moradia, saneamento básico, educação, inclusão social e oportunidades econômicas.
Entre as capitais brasileiras, Curitiba liderou o ranking nacional, seguida por Brasília, São Paulo, Campo Grande e Belo Horizonte. No Nordeste, algumas capitais ficaram à frente de São Luís, incluindo João Pessoa, Teresina, Aracaju e Natal.
Apesar de não figurar entre os últimos colocados do país, São Luís também permaneceu fora do grupo das dez capitais mais bem avaliadas no levantamento. A capital maranhense ficou à frente de cidades como Recife, Salvador, Belém e Porto Velho.
O levantamento também mostrou um cenário de dificuldades mais amplas no Maranhão. O estado apareceu na penúltima colocação nacional no IPS 2026, à frente apenas do Pará. O resultado reflete indicadores considerados críticos em áreas como infraestrutura urbana, acesso a serviços básicos e oportunidades sociais.
O IPS Brasil é elaborado a partir de dezenas de indicadores públicos e privados que medem diretamente as condições de vida da população. Diferentemente de rankings baseados apenas em renda ou Produto Interno Bruto (PIB), o índice busca avaliar os impactos sociais percebidos pelos moradores no cotidiano das cidades.
Além da capital, municípios da Região Metropolitana de São Luís também aparecem entre os mais bem posicionados do Maranhão, como Paço do Lumiar e São José de Ribamar. Ainda assim, as pontuações permanecem abaixo da média observada nas capitais que lideram o ranking nacional.
Os dados divulgados pelo IPS Brasil reforçam diferenças regionais históricas no país e evidenciam desafios ligados à urbanização, acesso a serviços públicos e desenvolvimento social em parte dos estados do Norte e Nordeste.