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Comissão do Senado vai acompanhar caso de doméstica grávida torturada em Paço do Lumiar
Parlamentares devem monitorar investigações sobre denúncias de violência e participação de PM nas agressões.
Por CIDADE FM 91,1 Mhz - GRAJAÚ MA
Publicado em 14/05/2026 08:16
NOTÍCIA

A Comissão de Direitos Humanos do Senado Federal decidiu acompanhar diretamente as investigações do caso envolvendo a trabalhadora doméstica Samara Regina, de 19 anos, vítima de agressões e tortura em Paço do Lumiar, na Região Metropolitana de São Luís.

 

O requerimento foi aprovado nesta quarta-feira (13) após solicitação da senadora Eliziane Gama, que defendeu o envio de uma diligência externa ao Maranhão para acompanhar o andamento das investigações conduzidas pela Polícia Civil.

A comissão também deverá fiscalizar as medidas de proteção e assistência oferecidas à jovem, que está grávida de cinco meses, além do acompanhamento médico e psicológico do bebê.

Segundo o inquérito policial, Samara teria sido violentamente agredida pela empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos, de 36 anos, e pelo policial militar Michael Bruno Lopes Santos, ambos presos preventivamente.

 

O caso ganhou repercussão nacional após a divulgação de áudios atribuídos à empresária, nos quais ela descreve as agressões e relata ameaças feitas contra a vítima. Em uma das gravações anexadas ao inquérito, Carolina afirma que Samara “não era pra ter saído viva”.

No depoimento à polícia, a jovem contou que foi acusada de furtar um anel avaliado em R$ 5 mil e passou horas sendo agredida dentro da residência onde trabalhava. Segundo ela, mesmo após a joia ter sido encontrada em um cesto de roupas, as agressões continuaram.

Samara afirmou ainda que tentou proteger a barriga durante os ataques e relatou ter sofrido socos, tapas, puxões de cabelo e ameaças de morte.

A investigação também passou a apurar a atuação de policiais militares que atenderam a ocorrência. Quatro agentes foram afastados das atividades externas após suspeitas de irregularidades no atendimento do caso.

Segundo as investigações, a empresária teria mencionado em áudios que recebeu orientação para não confessar as agressões durante a abordagem policial.

A Polícia Civil aguarda agora o resultado da perícia em equipamentos apreendidos na casa da empresária, incluindo um aparelho de gravação de imagens que pode conter registros das agressões denunciadas pela vítima.

 

Carolina Sthela está presa no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís. Já o policial militar investigado permanece detido no Comando Geral da Polícia Militar.

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