A PF (Polícia Federal) está fazendo um rastreamento nos pontos de fronteira do Brasil para verificar se o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) saiu do país.
Pela checagem já feita, o parlamentar não passou oficialmente pela fronteira regular do Brasil com a Argentina. Os agentes fazem também uma checagem de voos entre os dois países.
Nesta madrugada, o site argentino Infobae, o maior de notícias da Argentina, publicou que o senador teria cruzado a fronteira com seu documento nacional de identidade. Desde Porto Iguaçu, ele pegaria um avião Gulfstream rumo aos EUA.
O senador Rogério Marinho, que coordenou a campanha presidencial de Flávio, negou a informação. "Não saiu", disse ele ao jornalista Igor Gadelha, do site Metrópoles.
Na segunda (26), o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), cancelou todos os passaportes emitidos em nome de Flávio, proibindo-o de deixar o país. A decisão veio à tona na segunda-feira (26), um dia depois de o senador perder a eleição presidencial para Lula (PT).
Alvo de investigação no Supremo, Flávio foi intimado pela Polícia Federal na manhã de segunda a entregar os passaportes comum e diplomático em até 24 horas, assim como qualquer passaporte de outras nacionalidades que eventualmente tenha.
A decisão de Moraes prevê ainda que ele está proibido de se comunicar com Willer Tomaz, advogado que é amigo do senador e investigado por suspeita de lavagem de dinheiro. O contato está proibido "por qualquer meio, direto ou por interposta pessoa".
Em vídeo publicado nas redes sociais, Flávio disse que a motivação da apreensão do passaporte teria sido uma declaração de seu irmão, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL), que afirmou na sexta-feira (23) que o senador deveria deixar o Brasil caso saísse derrotado das eleições.
o ministro Alexandre de Moraes determinou que o filho de Jair Bolsonaro entregasse seu passaporte à PF no prazo de 24 horas.