Após o empate com Marrocos no sábado (13), em sua estreia na Copa do Mundo, e um trabalho regenerativo no domingo (14), a seleção brasileira voltou aos treinamentos na tarde de segunda-feira (15), em Morristown. A equipe iniciou a preparação para o jogo contra o Haiti, na próxima sexta (19), na Filadélfia.
Como tem sido praxe nas atividades realizadas no Red Bulls Performance Center, só os primeiros 15 minutos foram observados pela imprensa. Também como tem sido a norma, a movimentação foi realizada sem a presença do atacante Neymar, ainda em recuperação de uma lesão na panturrilha direita.
Existia a expectativa de que o atleta de 34 anos pudesse juntar-se aos companheiros. O técnico Carlo Ancelotti afirmou depois da partida da primeira rodada, realizada nos arredores de Nova York, que o atacante seria definitivamente integrado nesta semana, porém esse momento ainda não chegou.
Nesta segunda, o veterano passou por novos exames em uma clínica na região de Nova Jersey. De acordo com a CBF (Confederação Brasileira de Futebol), o teste já estava dentro da programação, não foi motivado por nenhuma intercorrência. De qualquer maneira, vai ficando escasso o prazo para que o craque atue contra o Haiti.
Quando um atleta volta de lesão, especialmente com um tempo maior de afastamento, passa por um período de transição, no qual vai sendo paulatinamente integrado aos treinos com o restante do grupo. Como faltam quatro dias para a segunda rodada, parece neste momento improvável que Neymar esteja à disposição.
Grande nome do Brasil nas últimas três edições do Mundial, o paulista de Mogi das Cruzes ficou quase três anos distante da equipe nacional e só foi convocado por Ancelotti uma vez. Foi justamente no anúncio dos atletas que viajariam à América do Norte, realizado em circense evento no Rio de Janeiro, em 18 de maio.
Na véspera, 17, o atacante sentiu lesão em jogo do Santos. Ele e o departamento médico do clube a trataram como um edema, um acúmulo de líquido nas fibras musculares, algo de simples solução. Na apresentação do grupo verde-amarelo em Teresópolis, os profissionais da CBF constataram que era mentira.
O problema era maior. Com uma lesão de grau 2, com ruptura de fibras, o tempo previsto de recuperação foi de duas a três semanas, contados a partir da entrevista do médico Rodrigo Lasmar, no dia 28. As três semanas serão completadas na próxima quinta-feira (18), data do último treino para o confronto com o Haiti.
Até lá, Ancelotti buscará alternativas para resolver os problemas apresentados pelo time verde-amarelo contra Marrocos. Na primeira atividade que teve para isso, não pôde contar também com Gabriel Magalhães, Bruno Guimarães e Raphinha. Eles foram os que apresentaram maior desgaste físico após a estreia e ganharam mais um dia de recuperação.
Esses três jogadores serão mantidos entre os titulares, porém parece seguro dizer que haverá alterações na escalação. Titular no fim de semana, o centroavante Igor Thiago teve desempenho ruim e deverá ser sacado –apresentam-se como candidatos à vaga Luiz Henrique, Matheus Cunha e Endrick. Uma mudança quase certa é a entrada de Danilo no lugar de Ibañez na lateral direita.