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TRAMA ? - Conselheiro de Trump se reuniria com Nunes Marques para discutir eleições no Brasil
Encontro não deverá ocorrer, já que Lula proibiu a entrada de Darren Beattie no país Vice-presidente do TSE, o magistrado assumirá a presidência da Corte em junho
Por CIDADE FM 91,1 Mhz - GRAJAÚ MA
Publicado em 14/03/2026 13:23 • Atualizado 14/03/2026 13:35
NOTÍCIA

O conselheiro de Donald Trump para o Brasil, Darren Beattie, pediu um encontro com o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Kassio Nunes Marques, para discutir o processo eleitoral no país. Vice-presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Nunes Marques assumirá a presidência da Corte em junho, comandando as eleições deste ano.

O magistrado já havia concordado com o encontro, que, no entanto, não tinha sido ainda marcado. E nem deverá ocorrer, já que o presidente Lula (PT) proibiu a entrada de Beattie no país. O petista tomou a medida como retaliação ao fato de o governo Trump ter cancelado os vistos de ministros do próprio STF e de seu governo, impedindo que entrem nos EUA.

visita de Beattie ao Brasil gerou polêmica. Entre outras agendas, ele pediu para visitar Jair Bolsonaro na prisão. Ativista de ultradireita, o conselheiro é próximo de Eduardo Bolsonaro, um dos filhos do ex-presidente, e já disse que o ministro Alexandre de Moraes é "o coração pulsante do complexo de perseguição e censura contra Jair Bolsonaro" no país.

O ministro Kassio Nunes Marques
O ministro Kassio Nunes Marques, do STF - Alejandro Zambrana/Secom/TSE

Moraes autorizou inicialmente o encontro, mas recuou depois de receber informações do Itamaraty, que via na viagem do assessor uma tentativa de ingerência em assuntos internos em pleno ano eleitoral.

"Cumpre observar, por oportuno, que a visita de um funcionário de Estado estrangeiro a um ex-presidente da República em ano eleitoral pode configurar indevida ingerência nos assuntos internos do Estado brasileiro", disse o chanceler Mauro Vieira em ofício enviado a Moraes.

"Recordo que a Corte Internacional de Justiça, em mais de uma oportunidade, ressaltou o caráter costumeiro do princípio da não-intervenção [...]. O princípio da não-intervenção também está insculpido na Carta da Organização dos Estados Americanos, em seu art. 3(e), da qual tanto o Brasil quanto os Estados Unidos da América são partes", afirmou ainda o diplomata.

 
 
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