"A TV Mirante, o G1 Maranhão O Imparcial, CN notícias, outros mais, e portais do Pará deram amplo destaque à morte do cantor.
O reconhecimento do artista que morreu na madrugada de sexta feira teve repercurssão nacional.
Em Grajaú, a Rádio Cidade FM e blogs locais realizaram cobertura em tempo real. Selecionamos fotos de algumas capas de notícias; os detalhes dessa grande repercussão serão mostrados em vídeo pela Rádio Cidade."
O Jornal o Progresso de Imperatriz foi mais longe em seu jornal escrito, a matéria fala da vida acenssão lançamentos e da morte do artista que atualmente morava e morreu em Iperatriz onde estava internado.
O compositor e cantor Ray Douglas faleceu na madrugada desta sexta-feira, 16 de janeiro, em Imperatriz, aos 58 anos. Ele estava internado no Hospital Municipal (Socorrão), devido a complicações da diabetes.
Ray Douglas era natural de Grajaú (MA) e conquistou o sucesso com músicas como “L’Amour”, “Eu Duvido” e “Vento Norte”. Ele era conhecido por sua música seresta e brega, e seu canal no YouTube tem milhões de visualizações. O artista estava ativo em shows e redes sociais, mantendo uma conexão direta com o público. Sua morte é uma perda para a música regional brasileira.
A música regional está de luto com a sua morte. Fãs lamentaram, ressaltando que o cantor deixa um vácuo na música brasileira, principalmente na seresta, ritmo que o projetou nacionalmente.
TRAJETÓRIA – Em uma entrevista concedida em 2025 e republicada no “Notícias da Foto”, Ray Douglas contou sobre sua trajetória, dificuldades e como fazia para vender seus primeiros discos.
“Eu comecei a pagar as contas de luz, as contas de água quando o CD saiu. Isso foi só o começo. Aí depois que eu comecei a vender, a gravadora começou a vender alguns discos. Eu comprava da gravadora e eu mesmo vendia para as lojas, também aqui em Imperatriz”, disse Ray Douglas.
Ele lembrou que, com o tempo, sua música ganhou dimensão e ele começou a vender um milhão e meio de CDs. “Aí foi a época que eu fui para o programa do Fábio Júnior, que era na Record, fui para o programa do Raul Gil, que era na Record também. Aí de lá para cá, só show mesmo”, afirmou.
Ray Douglas também falou sobre sua agenda de shows e como estava se sentindo em relação à sua carreira. “Eu estava em Itaituba e Novo Progresso, lá pelo sul do Pará, nos garimpos. Depois, fui para Brasília. Então a gente ainda está mais ou menos”, disse.
Ele também compartilhou uma lição que aprendeu ao longo da vida: “tudo tem aquela hora certa, desde quando você nasce, para virar cantor. Você já cresce querendo ser cantor. E quando isso acontece, aí você só tem a agradecer”.
Ray Douglas, a voz que se cala - O cantor, compositor, poeta e escritor Zeca Tocantins, membro da Academia Imperatrizense de Letras (AIL), também comentou sobre a morte de Ray Douglas. Segundo ele, a notícia chegou cedo como uma bomba.
“Flavio já havia me falado de seus problemas de saúde, mas não sabia que eram tão graves, muito menos se estava hospitalizado. Minha primeira reação foi não acreditar, mas a ligação para o cantor Ostérnio, não deixou dúvidas. Era verdade a notícia”.
Zeca Tocantins lembra que ele filho da cidade de Grajaú, mas residindo em Imperatriz há muitos anos. “Ray Douglas foi um artista com uma grande trajetória de sucessos. Gravou dezenas de discos, deixando várias músicas nas memórias de seus fãs, seu nome lotava as principais casas noturnas de Manaus (Amazonas). Cantando nas serestas no começo de sua carreira, foi conquistando espaço a ponto de ser convidado pela Gema, selo musical de São Paulo, que tinha uma base na Juliete Produções, estúdio de Imperatriz, que gravou os mais destacados sucessos daquele selo.
Ray Douglas foi um dos principais nomes da Gema, seu trabalho alcançou vários estados. Até mesmo na grande São Paulo se ouvia sua voz soando pelas feiras. Sempre muito aplaudido, cantou em garimpos e grandes cidades, seu nome era garantia de público, seu estilo musical agradava em cheio os casais dançantes, tornando suas apresentações ainda mais agradáveis. Discreto, simples e amigo, sempre disposto a uma boa prosa, acompanhado de seu tecladista Flávio e uma performance profissional, garantia a alegria dos presentes. Sem nenhum exagero, Ray Douglas estava entre os melhores do gênero musical, e seu nome é facilmente lembrado em todo território nacional. “Resta a nós, amigos e admiradores a alegria de seu canto, sempre nos trazendo boas lembranças e a certeza de que somos todos passageiros aqui na terra”.
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